Rico é quem gasta menos e não quem ganha muito!

No meu trabalho como educador financeiro eu sempre peço às pessoas para ter atenção ao seu padrão de vida, ou seja, consumir orientados pelo valor do seu salário ou de seus rendimentos, nunca motivados por seus desejos, pois devemos usar melhor nossos recursos.

Isso me levou a questionar a teoria da alocação de recursos, desenvolvida pela economia clássica, que diz que o agente econômico (o consumidor) é RACIONAL, dotado de capacidade para alocar seu dinheiro e fazer as melhores escolhas financeiras, que lhe trará satisfação.

E o que vemos em pleno século 21, é que essa teoria, é pelo menos questionável, já que só no Brasil temos 60 milhões de pessoas endividadas e a maioria delas, está nessa situação por ter feito escolhas financeiras equivocadas. No momento de consumir (de alocar os seus recursos), não consideraram seu nível de endividamento e o seu padrão de vida. E não o fizeram por não ter o hábito de se preparar para o consumo, de se planejar para tomar suas decisões econômicas.

A teoria que se contrapõe a que eu mencionei, afirma que o agente econômico é IRRACIONAL e no momento de fazer suas escolhas financeiras, ele é traído por fazer contas mentais; por não perceber a gravidade de sua situação financeira; por desconsiderar a influência das EMOÇÕES em sua tomada de decisão. Os dois psicólogos, Daniel Kahneman e Amos Tversky são os autores dessa teoria.

Tem uma frase que é bem conhecida entre os estudiosos da Psicologia do Consumo, que diz “As pessoas compram com a emoção e justificam com a razão”. Após estudar algumas teorias sobre a tomada de decisão e sobre o consumo, eu quis ir a fundo nesse tema e tentar entender o que leva as pessoas a consumir acima de suas possibilidades.

Em 26 de janeiro de 2015 iniciei uma jornada, que decidi chamar de “Viver mais com menos” e resolvi voluntariamente reduzir o meu padrão de consumo. Eu queria ter algo a mais para falar para os meus alunos, sobre o esforço para manter um padrão de vida sustentável. E eu consegui ficar 755 dias, completados no último dia 25 de fevereiro de 2017, sem consumir produtos supérfluos e outros produtos.

Foi uma longa caminhada! Cheia de desafios, de negação à vontade de consumir, de quase recaídas. Hoje eu posso dizer que saí fortalecido dessa loucura de reduzir o consumo. Deixei de comprar itens pessoais, tais como: roupas, sapatos, cinto, bolsa, carteira, perfume, eletrônicos e vários outros itens. O que eu aprendi nesses dois anos e 25 dias?

Aprendi que devemos nos preparar para nos tornarmos consumidores sustentáveis; que o poder do ato de consumo é nosso e não do varejista; que devemos ter cuidado com as armadilhas por trás das propagandas. Sabe aquela moça bonita com o vestido decotado? Ela foi orientada para usar as armas da persuasão (e ela acaba usando também suas armas de sedução) para tocar suas emoções e te levar a consumir irracionalmente.

Eu aprendi vários gatilhos mentais para evitar o consumo, por isso resolvi colocar essa história no meu próximo livro “Empoderamento Financeiro – como administrar o seu dinheiro para a prosperidade”, que será lançado ainda em 2017.

Por isso não é um dia para se comemorar. É um dia para dedicar um tempo para nos educarmos financeiramente e entender que o poder do ato de consumo é nosso!

Mais detalhes você confere na entrevista do professor e educador financeiro, Sandro Borges. Se ligue!

*Entrevista veiculada em 30/05/2017.

Se precisar de ajuda entre em contato com Sandro Borges.
Contato: 31 9.8859-4432
sandro.borges@dsop.com.br.
www.academiadariqueza.com.br

Fonte: www.academiadariqueza.com.br

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